Resenhas

Resenha: Laranja Mecânica – Anthony Burgess

2016-01-24-10-37-44-1

Olá pessoas, como vão vocês? Bom, começando o ano, trago a resenha de um grande clássico, Laranja Mecânica, que muitos devem ter ouvido falar, pelo menos sobre filme. A obra de Anthony Burgess publicada em 1962 é narrada  pelo protagonista Alex DeLarge, um adolescente de 15 anos amante de música clássica, sociopata no auge da moda nadsat.

Alex vive em Londres onde possui uma gangue de amigos, que ele chama de drugues, Composta por  Pete, Georgie e Tosko, o grupo de amigos saem todas as noites praticando crimes como assaltos, espancamento e estupro. Certa noite Alex e sua gangue invadem a casa de uma idosa cheia de gatos, Alex a agride, os amigos fogem e ele é pego pela polícia.

Preso, permanece na cadeia num período de 2 anos, até que o Ministro do interior chega na prisão procurando alguém para testar uma técnica chamada Ludovico,com objetivo de reabilitar criminosos em duas semanas, Alex querendo sair o mais rápido possível oferece-se para testar a tal técnica, o que ele não sabia é que tal técnica lhe tiraria todo o poder de escolha e de sentir prazer, a técnica consiste em expôr o criminoso a imagens e vídeos muito violentos associados a coisas que ele sinta prazer, causando-lhe mal estar.

Duas semanas depois Alex é solto, passa por reencontros marcantes, nos quais não consegue se defender pois qualquer ato de violência lhe causa mal estar tornando-o vulnerável, o protagonista torna-se alvo de muito políticos que o tem como a chave do sucesso porém não se importando com a saúde mental do jovem.

O livro de início pode parecer bem difícil de ler, encontrei muitas dificuldade em me adaptar as primeiras páginas, já que Alex usa um vocabulário chamado nadsat (adolescente) que mistura inglês com russo e causa um estranhamento ao leitor, a edição brasileira possui um glossário com a tradução de todas essas palavras, aos poucos nos adaptamos e a leitura flui sem precisar consultar a tradução nas últimas páginas, além de repetir palavras, muitas são colocadas dentro de um contexto que as tornam muito fáceis de interpretar, mesmo com essa peculiaridade o livro flui, a estória prende o leitor com sua tamanha genialidade. Para quem já viu o filme, aconselho a leitura, pois os finais possuem trajetos diferentes um do outro, porém, ambos são muito bons e envolventes, Laranja tornou-se um dos livros e consequentemente filmes favoritos.

O livro foi adaptado para o cinema, dirigido por Stanley Kubrick em 1971, a obra é uma boa reflexão sobre até que ponto o ser humano pode interferir nas capacidades do outro, um livro excelente que eu devorei!

6 comentários em “Resenha: Laranja Mecânica – Anthony Burgess

  1. Um dos melhores filmes que já assisti. Do gênero, talvez o melhor.

    É muito interessante pra mim ver experimentos como o Ludovico, não que me agrade, mas talvez eu veja nessa crueldade, um brilho na mente humana. Pois é na ingenuidade, na simplicidade de uma boa ideia que pode residir um terrível plano.

    Experimentos como Ludovico são feitos até hoje, a olho nu. A discrição e a engenhosidade de fazer lavagem cerebral em nós humanos não é uma coisa assustadora, mas sim como ninguém se deixa perceber que já sofrem essa lavagem dia após dia.

    Não somente é criticável o ponto onde um ser humano pode interferir na capacidade do outro, mas também na nossa incapacidade de raciocinar frente nossos momentos de maior fragilidade, o que acaba nos fragilizando e tornando-nos alvo.

    Mas o final (do filme), me proporcionou um sentimento de satisfação como poucos filmes puderam fazer. Apesar de todo o enredo, toda a trama do jovem, ainda nos momentos finais ele mostrou a essência da espécie humana: a Ganância. Ele, como muitos de nós, as vezes temos a chance de mudar algo vil para sempre, mas preferimos abraçar o silêncio e pensar no nosso próprio umbigo (ou carteira, no caso) e fingir que nada demais aconteceu.

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  2. O livro, confesso que não li, mas o filme sim e me impressionou bastante pelas cruezas das cenas, são cenas de uma violência poética incrível. É um filme p/ quem tem estômago, rs.

    Mas o que me impressiona mesmo na obra não é nem a história, mas sim o título “Laranja Mecânica”. Como alguém que curte a arte de escrever, considero este título genial!

    Aliás, está aí uma curiosidade que eu tenho: como será que Anthony Burgess chegou a este título, Raissa? Será que sai um post com curiosidades sobre os títulos dos clássicos da literatura? Acho que sim, rs.

    Enfim, na minha opinião, ele é até melhor do que a própria história que já é boazinha, rs.

    Parabéns pelo post!

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  3. Já ouvi falar bastante tanto do livro quanto do filme, mas confesso que nunca tinha lido nada a respeito. Por mais que não se deva julgar uma obra por seu título, confesso que “Laranja Mecânica” não me agradou muito.

    Mas ler sua resenha me fez repensar um pouco sobre a obra, talvez eu assista o filme a princípio e se eu gostar leia o livro. De qualquer maneira gostei bastante da construção da sua resenha, está de parabéns.

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    1. Olá! o título da obra é bem diferente mesmo, mas é muito bom, não é a toa que tornou-se um clássico, laranja mecânica é ótimo para refletirmos principalmente sobre a situação política do país, tudo gira em torno dos próprios interesses.

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