Entrevistas · Parceiros

Entrevista: Andreia Evaristo

Olá, como vão vocês?
Hoje é dia do escritor e trouxe para vocês uma entrevista com a nossa parceira Andreia Evaristo, no qual resenhei dois livros por aqui, Chiclete pra guardar pra depois e Allegra – Antes do play.

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Foto: Feira do livro de Joinville

Andreia Evaristo é professora de português, inglês e literatura. Formada em Letras pela Univille. Pós-graduada em linguagens, dona do blog Qualquer Sentido, também escreve crônicas de sábado do jornal A Notícia, da cidade de Joinville (SC), escreve poemas, contos e tem-se dedicado à escrita de romances. Coordena um grupo de escrita criativa Joinville, com o objetivo de incentivar a produção de literatura de qualidade.

1. (Raissa) Em Chiclete pra guardar pra depois, tem alguma crônica ou algumas que tenham acontecido com você ou com algum conhecido?

(Andreia) A maioria das minhas crônicas parte de cenas vividas por mim. Afinal, crônica tem essa ligação profunda com quem o escritor é de verdade, com o que ele acredita, com o que ele pensa/vivencia. Ou seja, nenhum texto ali é 100% ficcional. Claro, a gente desenha uns detalhes para adequar a realidade ao que quer transmitir, mas todos os textos são “acontecidos” comigo ou com quem convive comigo.

2. (Raissa) Desde quantos anos você escreve? Que colocou em mente que era isso que queria para tua vida?

(Andreia) Escrevo desde que aprendi (hahahah). As letras sempre me fascinaram. Aprender a ler e a escrever foi como descobrir um mundo novo, cheio de magia. Mesmo não tendo pai e mãe leitores, a literatura sempre foi muito presente na minha vida. Trocava brinquedos por livros, muitas vezes. Aos onze anos, venci um concurso de escrita na minha escola – com os dois livros mais lidos e votados pelos alunos. Foi meu primeiro mérito literário. Minha adolescência foi permeada por diários e mais diários escritos (hoje devidamente queimados) e agendas com citações de escritores famosos, além de poemas que eu já me metia a fazer. Mas acho que foi na faculdade que eu decidi que poderia levar a coisa mais a sério. Enviei alguns poemas e contos para concursos; cheguei a ser contemplada em alguns deles, mas não cheguei a publicar nada. Depois de formada, criei meu primeiro blog (em 2004). Lá, colocava as mãos nas minhas primeiras crônicas. Migrei para um blog de moda, mas continuei a colocar um ou outro texto literário em meio às postagens. Em 2015, mandei meu primeiro romance young adult para um concurso e tirei 4º lugar. Nessa mesma época, Jura Arruda, meu primeiro editor, enviou algumas das minhas crônicas para o jornal da cidade. Acho que foi ali, em 2015, que eu percebi que não tinha mais volta.

3. (Raissa) Quanto de Andreia tem em Allegra?

(Andreia) Na personagem ou no livro? A personagem tem algumas semelhanças comigo. Como ela, eu também tenho a pele bem branca, tenho um estilo diferente das outras pessoas (não sou pin-up, mas chamo a atenção com meus cabelos coloridos) e conheci meu Senhor Admirador Secreto pela internet. Também sou gorda e não acredito que as pessoas valham mais ou menos pelo que aparentam – e também acredito que ninguém precise se enquadrar em qualquer padrão para ser feliz. Podemos ser tudo o que quisermos – e ninguém tem nada a ver com isso.

4. (Raissa) As característica de Allegra, tanto a aparência quanto a história em si, fogem dos padrões literários que estamos acostumados (e exaustos) de ler. O que te motivou a criar Allegra?

(Andreia) Quando eu lancei o Chiclete por um edital de apoio à cultura, eu elaborei uma palestra para estudantes, como contrapartida social, com o tema “a mídia e o corpo feminino”. Verifiquei na prática o quanto os adolescentes, em especial as garotas, sofrem com padrões impostos que, muitas vezes, são inatingíveis. Acho que isso me motivou, até certo ponto, a começar Allegra. Outra coisa que eu queria era escrever mais uma releitura de outro conto de fadas (Em pele de cordeiro também tem referências a um conto de fadas, no caso, Chapeuzinho Vermelho). Achei que Cinderela combinava bem com o que eu pretendia com Allegra.

5. (Raissa) Podemos considerar Allegra como um grito contra os padrões?

(Andreia) Mais que um grito contra os padrões, Allegra é um chamado à autenticidade, à liberdade. Que sejamos livres para ser quem nós quisermos e que possamos compreender que, para sermos felizes, não precisamos ser perfeitos.

6. (Raissa) Em algumas partes, notei que Allegra acaba comendo quando está triste, ou seja desconta todo o emocional na comida, podemos dizer que ela sofre de algum distúrbio alimentar causado por traumas ou é um comportamento moderado dela?

(Andreia) Não chega a ser um distúrbio alimentar, mas é uma válvula de escape – como muitas pessoas gordas. Muita gente desconta na comida suas frustrações, como muita gente desconta na bebida alcoólica, na atividade física, na literatura… O ser humano sempre busca conforto no que lhe parece mais cômodo. No caso de Allegra, é a comida.

7. (Raissa) Os capítulos dos livros levam nomes de trechos de músicas do Elvis Presley. Essa escolha foi exclusiva para construir a personagem ou você é fã e quis colocar um pouco disso nos livros?

(Andreia) Eu sou fã de música boa, independente de quando ela foi produzida. Claro que Elvis faz parte do meu repertório, mas não sou tão fã quanto Allegra. Eu aproveitei o que eu conhecia do cantor e associei com o fato de Allegra ter esse estilo rockabilly – e achei que o casamento foi perfeito.

8. (Raissa)  Você é professora de Língua portuguesa/inglesa, né? Seus alunos também são seus leitores? Como é esse contato tão próximo com o leitor?

(Andreia) Sim, meus alunos são meus leitores – tanto os alunos atuais quanto os que já passaram pelas minhas aulas e se foram (já são mais de 20 anos em sala de aula, visto que comecei aos 15 num jardim de infância). Eu adoro esse contato mais próximo. Acho o máximo quando um aluno se identifica com algum personagem, se emociona com algum trecho. E quando estou produzindo livros novos, costumo fazer enquetes para saber como cada um lida/lidou com determinadas situações – mas essas enquetes eu costumo fazer pelas redes sociais. Isso me ajuda muito a criar situações verossímeis e com sentimentos bem autênticos. Aliás, o que seria de um escritor sem o contato com o leitor?

Foi isso gente, espero que tenham gostado!

Lembrando que Allegra Antes do play está na pré venda e você pode adquirir AQUI.

Parceiros · Resenhas

Resenha: Lavínia e a árvore dos tempos – Lucinei Campos

Olá, como vão vocês? Hoje trago para vocês uma resenha de um dos livros do nosso querido parceiro Lucinei Campos, Lavínia e árvore dos tempos.

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O livro começa narrando a vida de dois personagens em paralelo:
Lavínia, uma menina com 9 (quase 10) anos, tem uma vida “normal”, acorda cedo, vai para escola, volta para casa e ajuda com os afazeres domésticos até seus pais chegarem do trabalho, mas algo nessa vida que a incomoda: a falta de amigos (só tem um amigo mais novo que vai na casa dela todos os dias) e por ser uma menina que não se encaixa em nenhum grupinho, acaba sofrendo bullying de todos seus colegas de classe.
O outro personagem é Laus, uma fada macho que cometeu crimes hediondos junto com seu irmão contra a humanidade e o mundo mágico, passando assim a odiar os humanos, sabendo disso, O Conselho capturou ambos, o irmão de Laus foi mandado para a prisão do Tártaro e ele recebeu a pior pena de sua vida, cuidar de uma menina humana por um ano corrente seguindo o calendário dos humanos, para isso ele precisa se disfarçar, virando assim Lorivaldo, um homem baixinho de cabeça chata que faz mágica com uma peixeira.
Em meio a brigas, discussões, descobertas e muuuuita magia, Lavínia e Lorivaldo descobrem que eles não estão juntos por acaso.

EU TENHO UMA FADA E NÃO TENHO MEDO DE USÁ-LA

Gostei muito do livro por causa de dois temas que ele aborda, a primeira parte contando sobre como a Lavínia sofre bullying na escola, o autor conseguiu descrever a triste realidade de alguém que sofre disso, todo drama que Lavínia sofre durante o livro é o mesmo que vários alunos sofrem nas escolas.
O outro tema que eu fiquei encantado foi o Mundo Mágico, amo fantasias e aventuras, Lucinei conseguiu reproduzir detalhadamente um mundo que várias pessoas gostariam de viver, a inspeção de seres mágicos brasileiros deixou o livro ainda mais interessante de se ler, provando que no Brasil existem mais seres mágicos do que imaginávamos.
A narrativa é bem detalhada e ágil, fazendo com que possamos acompanhar as aventuras da dupla em cada capítulo sem se dar conta de quantas páginas já foram lidas, isso é ótimo provando que o conteúdo é maravilhoso a ponto de que podemos ver a dupla encrenqueira brigando na nossa frente.
Com um desfecho intrigante e vários mistérios a serem resolvidos, Lavínia e a Árvore dos Tempos é um ótimo livro para se ler em voz alta para uma criança.

Você pode adquirir o livro aqui.

 

Textos autorais

My insides all turned to ash, so slow

 

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Olá, hoje o plano era post sobre o dia do amigo, mas não vai rolar, uma notícia triste inundou a internet a tarde, Chester Bennington, vocalista do Linkin Park foi encontrado morto em sua casa, suicídio por enforcamento, eu ainda não sei como lidar com isso, então, vou tentar escrever.

Acho que Linkin Park foi a primeira banda de muita gente, a porta de entrada para o rock e provavelmente todo mundo já tenha ouvido pelo menos uma vez na vida as músicas Numb, Crawling e In the end.

E como não fui diferente, Linkin Park entrou na minha vida bem cedo, eu devia ter uns 6 anos e ouvi o álbum Live in Texas e a partir daí começou uma grande jornada de admiração e de dias inteiros ouvindo seus álbuns no meu velho mp4 de tela trincada e bateria viciada. As músicas da banda me acompanharam na infância e na adolescência, me deram conforto nos dias tristes e me alegraram dos dias que precisava de muita animação para terminar uma faxina, nas longas idas e vindas para a escola onde o caminho era uma eternidade, eu tive um lado da minha parede só com poster da banda, tinha camisetas que infelizmente tive que desfazer porque a gente cresce (ou a roupa encolhe?) e ela mal passava na cabeça de tão apertada. A duplinha vocal Chester + Mike me acompanharam e acompanharam muita gente até hoje, e deixará uma grande saudade, a nossa geração se despedindo do dono dos maiores hits dos anos 2000.

Chester tinha depressão, sofreu um abuso na infância e acho que essas coisas que a mídia deveria falar sobre ele, me dói ver a mídia colocando em alta “problemas com álcool e drogas” e diminui sua saúde mental, que esses problemas que ele lidava são consequências da depressão. E acho que assim, válido reforçar, depois de tantos debates quando 13 reasons why foi lançado, cuidem umas das outras, sejam gentis, não diminuam a dor de alguém, não brinquem com os sentimentos dos outros, ninguém sabe das lutas que os outros estão passando, ninguém mesmo, então sejam legais, ser legal salva pessoas.

Não importa a classe social, todos nós temos problemas estamos vulneráveis a depressão, não é frescura, não é falta de deus, não é “é rico e ta reclamando a toa”, respeitem as lutas diárias das pessoas!

Enfim, eu estou a tarde toda olhando para tela tentando escrever, não saiu como eu queria, mas acho que consegui passar alguma coisa, é isso, Chester fará falta e sempre será lembrado pela nossa geração.

Saúde mental também é importante!

Tem pensamentos suicidas? A CVV pode ajudar você, ligue para 141, acesse o site para mais informações www.cvv.org.br

E encerro o post com minha música queridinha, que aliás a primeira frase levou o título desse post.

Dicas

Hoje é dia de rock bebê!

Oláááá pessoas, como vão vocês?

Hoje 13 de julho é comemorado o dia mundial do rock e mesmo que você não seja muito amigo do gênero, eu sei que uma coisinha ou outra faz parte das suas playlist e lideram as favoritas! Então fiz uma listinha com biografias de grandes nomes no rock, os quais eu mais gosto!

Mais pesado que o céu – Uma biografia de Kurt Cobain

download Eu ouço Nirvana desde a minha pré adolescência, então acho justo abrir o post logo com o Kurt, é um livro que eu estou com muita vontade de ler, apesar das polêmicas, sempre achei um homem corajoso que realmente não está nem aí em como a mídia gostaria de vê-lo, ele era nu e cru e ainda dizia várias frases icônicas em das pautas homossexuais, minhas músicas favoritas são heart shaped box e aneurysm.

 

 

Eu sou Ozzy

10-biografias-de-musicos-e-bandas-de-rock-que-voce-merece-ler-8Ozzy me da boas lembranças com a minha melhor amiga, antes de irmos para aula a gente sentava em um campo e ouvia Ozzy até o sinal tocar, foram bons momentos. Ozzy é bem conhecido pela polêmica de ter mordido a cabeça de um morcego, certa vez assisto um documentário na MTV que ele falava sobre o ocorrido, quando deram o animal ele simplesmente achou que fosse de borracha e mordeu a cabeça do bicho. Música favorita é Mr. Crowley!

 

 

This is call: A vida e a música de Dave Grohl

10-biografias-de-musicos-e-bandas-de-rock-que-voce-merece-ler-1-206x300Definitivamente um dos livros que mais anseio ler, eu amo tudo do Foo Fighters, de todas os gostos musicais que tive na vida, bandas que gostei e deixei de gostar, meu amor e admiração por Foo Fighters permanecem intactos. O livro conta detalhes da vida de Dave Grohl ainda antes do Nirvana e mostra sua relação com Kurt Cobain. Música favorita é a icônica Everlong, mas prefiro a versão acústica!

 

 

 

O jovem Lennon

1176958-350x360-256813Sobre John Lennon e os Beatles existem uma quantia bem grande de livros lançados, escolhi falar desse porque da minha lista os quatro anteriores são desejos e esse eu realmente li, fazem alguns, eu ainda estava no fundamental e foi um baita achado na biblioteca da escola. o livro conta toda sua história desde a infância, o momento da perda da mãe, o relacionamento com a banda, com a Yoko, os dois filhos e por fim, sua morte, o livro é pequeno mas achei suficientemente completo, eu sempre gostei demais de Beatles e super recomendo a leitura, é bem rápida e cheia de conteúdo. Minha música favorita é Come Together, mudei de ideia muitas vezes, mas é oficial mesmo, minha favorita!

 

Trouxe os quais eu mais ouço mesmo, que são importantes pra mim, e você, qual sua banda de rock favorita? Quem você queria que tivesse um livro?

Me conta!

Parceiros · Resenhas

Resenha: Allegra – antes do play + Pré-venda

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Oi gente! Como vão vocês?

Resenha quentíssima saindo do forno! do livro Allegra – Antes do play da nossa parceira Andreia Evaristo

Sinopse: O que Cinderela tem a ver com livros e youtubers? Allegra é uma figura peculiar: gorda, baixa, branquela e com um estilo retrô. Apesar disso, é o clichê da Cinderela: órfã de pai e mãe, mora com a madrasta Maura e suas duas filhas, Pam e Mel, que são tudo o que ela não é: altas, magras, lindas e negras. Para completar a imagem da gata borralheira, Allegra trabalha para as irmãs, editando seus vídeos para canal Be Twins no Youtube. Estudante de Letras, Allegra sonha em se tornar escritora. Mesmo sua melhor amiga Verônica insistindo que ela deveria publicar suas histórias na Amazon, Allegra insiste em publicar tudo gratuitamente pelo Wattpad, porque não acredita que alguém pagaria para ler o que ela escreve. Um de seus leitores, com o pseudônimo de “Orfeu apaixonado”, começa a se corresponder com ela por email, e Allegra percebe que sua admiração extrapola sua escrita. Ela não pode negar que também acaba se interessando por ele, mesmo sem saber quem ele é.Tudo muda no dia em que Allegra recebe um email de Orfeu, que chega através da conta de um canal do Youtube chamado Os MosqueteiroZ. Curiosa, ela descobre que o canal é mantido por três youtubers famosos – Darta, Fred e Constantin – e que um deles deve ser Orfeu. O problema é que eles acabam de lançar um concurso de vídeos, com o lema Seja sua melhor versão, concurso este que as irmãs pretendem ganhar a qualquer custo, o que inclui, se necessário for, dar em cima dos youtubers.

O livro é muito fluído mesmo, me prendeu do início ao fim, vibrei muito com a leitura, sabe quando você precisa parar de ler para fazer outra coisa mas seu cérebro não se desconecta da leitura e você só pensa naquilo? Então, eu estava assim, é um livro bem atual e muito bem trabalhado, realmente Allegra é uma Cinderela moderna!

Eu fiquei muito orgulhosa desse livro e super recomendo, a questão de Allegra ser uma menina fora dos padrões, ali você consegue entender as frustrações dela, insegurança, baixa autoestima, o descontar na comida todo o estresse emocional, a pressão social em relação a padrões magros, e a questão da aceitação do corpo, tem mais a ver com a forma que as irmãs a enxergam do que com a forma que ela mesma se enxerga, pois para ela gorda não é ofensa e ela é como é, o problema está em como os outros a veem, sobre como é diminuída por ser exatamente como ela é pela própria família que a cria. Alguns momentos eu queria entrar no livro, olhar para Allegra e falar “te falta ódio no coração menina!” por tudo que ela aguenta da madrasta e das irmãs, ela é escrava na própria casa, escrava pelo trabalho para as Be Twins e escrava emocional pela dona Maura, a madrasta que a manipula o tempo inteiro. No livro, uma curiosidade, é que cada capítulo leva como título alguma frase aleatória de músicas aleatórias do Elvis Presley, ídolo da personagem.

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O livro passa uma ótima mensagem em relação a inseguranças e amor próprio, a sonhos, ao amor e de como a questão de se tornar figura pública na internet podem ter coisas bem tristes por trás das câmeras e posts, e claro, no meio de tanto romance de gente magra de olhos azuis, Allegra realmente trás para a gente o amor real, nu e cru de pessoas normais como nós!

O livro eu havia baixado pela Amazon quando era independente mas agora a autora fechou contrato com a Editorial Hope e Allegra – Antes do play terá versão física lançada pela editora! O livro aliás já entrou na pré-venda dia 3 de julho e dura 40 dias.

 Ao adquirir um exemplar, você concorre ao sorteio do seguinte kit:
* ecobag Allegra
* caneca Allegra
* 6 marcadores de papel
* marcador de fita com pingente de pimenta
* um exemplar autografado de Chiclete pra guardar pra depois
* um exemplar de CONTOS E ENCONTROS DO CORAÇÃO
* uma almofada Allegra

Para concorrer, após a compra, você precisa enviar seu comprovante para qualquersentido@gmail.com com o assunto “SORTEIO ALLEGRA”.

Você pode comprar o livro AQUI e aproveita está na P R O M O Ç Ã O!

Espero que gostem ❤

Dicas

5 livros que eu não gostei

Olá pessoas, como vão vocês?

Sempre trago aqui pra vocês resenhas positivas dos livros que leio, porém, acho que nunca falei dos livros tediosos que já li, acabam sendo tão cansativos que nem da ânimo de resenhar me dão, então reuni todos eles em um post só para falar um pouquinho das minhas decepções:

Um Dia – David Nicholls

Um-dia-600x862Um Dia foi comprado porque estava em promoção na Americanas, sempre vi as pessoas falando super bem, como livro favorito, melhor livro, melhor romance, fiquei bem curiosa, até que comecei a ler: Terminei por obrigação, pra não desperdiçar dinheiro, achei super cansativo, chato, tedioso, muito confuso, quando você acha que ta entendendo, fica confusa outra vez até desanimar, nem sei quantos meses levei para terminar, não leria outras nem recomendaria.

 

O teorema Katherine – John Green

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Acho que colocaram muita expectativa em cima dos livros do John devido ao sucesso de A culpa é das estrelas e Quem é você, Alasca?, então o nome dele ficou muito falado como se tudo fosse muito bom, e a gente vai na lábia né? Peguei o livro emprestado do Jean (aqui do blog), demorei um pouco pra ler, achei uma história muito chata, o fim foi pior ainda, o livro é parado do início ao fim, não tem nada que prende atenção, é algo bem arrastado mesmo.

 

Os óculos de Heidegger – Thaísa Frank

_OS_CULOS_DE_HEIDEGGER_1363528239BEu comprei esse livro na Bienal por 5 reais, coloquei muita expectativa nele, por se passar na Segunda Guerra mundial e retratar parte do sofrimento dos Judeus, por ser um tema que eu gosto muito de ler sobre e já ter lido muitos livros bons, li em fevereiro desse ano e nem tive ânimo de trazer aqui para resenhar, o livro não tem climáx nenhum, ele começa calmo e parado e permanece assim até o fim, você lê esperando uma emoção e nada acontece, o livro termina e você sente que falta algo, o livro também é bem confuso, você não entende muito bem o que realmente acontece, uma leitura que não recomendaria para aqueles interessados no tema da Segunda Guerra.

 

O encontro marcado – Fernando Sabino

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Sabe aquele livro que você espera fazer sentido, termina e continua sem sentido? O encontro marcado é um deles, peguei para ler pois tinha uma frase muito bonitinha na capa, que deu a impressão de ser um livro emocionante, quando comecei, foi o livro mais arrastado que li na vida, demorei um século porque ele não prende, confuso e estranho, a frase na capa é bem enganosa, não caiam nessa, é chato demais. Você realmente não sabe de nada que está acontecendo enquanto lê.

 

O morro dos ventos uivantes – Emily Bronte

 

morro-dos-ventos-uivantes-469x700Esse livro me deu muito interesse quando a Saga Crepúsculo era febre, o livro que a Bella adorava, e depois outras séries acabaram citando o livro, então eu peguei na biblioteca para ler, eu simplesmente não consegui ler, tentei duas vezes e eu parei no meio de tão parado, tentei me motivar assistindo o filme, achei que foi a mesma coisa, parado demais, por ser um livro antigo tem uma linguagem mais carregada então dificultou muito a leitura, cenas muito paralisadas eu realmente não consegui ler, de todos da lista, esse foi o qual nem ao fim cheguei, ele tem muitos elogios, mas para mim não da, da um cansaço mental grande demais.

 

Foram esses meus 5 livros que li ME ARRASTANDO!

Gosta de algum? Também achou chato? Me conta!

 

 

 

 

 

 

 

Resenhas

Resenha: Vingança da maré

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Olá pessoas, como vão vocês?

A resenha de hoje é de um livro que estava parado na minha estante já tinha uns 3 anos, comprei ele na bienal por 5 reais, Vingança da Maré, da Elizabeth Haynes. Quando comprei o livro, sim pelo preço e pela capa, logo depois fui procurar algumas resenhas para saber se as pessoas tinham gostado da leitura, achei muitas críticas como um livro que poderia ser melhor e muitas das resenhas colocam Vingança da maré lado a lado ao “No Escuro”, primeiro livro da autora, que foi muito bem elogiado. Então, aí vão minhas impressões e opiniões com essa leitura:

Sinopse: Depois de trabalhar arduamente por muito tempo – alternando um emprego como executiva de vendas durante o dia com o de dançarina de pole dance à noite -, Genevieve finalmente conseguiu juntar dinheiro para realizar seu sonho: comprar e reformar um barco e mudar-se para Kent, bem longe da estressante vida em Londres que tanto a aborrece. Tudo parece enfim perfeito. Até que, na festa de inauguração do barco, enquanto amigos de sua antiga vida parecem zombar do que agora lhe é tão caro, um corpo aparece boiando próximo ao ancoradouro, e Genevieve reconhece a vítima. Ao perceber seu santuário flutuante maculado, e convencida de que sua vida também está em risco, Genevieve se vê novamente envolvida com o perigoso submundo de corrupção, crimes e traição do qual pensava ter finalmente escapado. E está prestes a descobrir os problemas de se misturar negócios e prazer.

Genevieve é uma ex dançarina de uma boate chamada Barclay, na qual todo fim de semana ela se apresentava com pole dance, e caçava clientes a noite toda para levar para a área particular para se apresentar, ela ganhava muito dinheiro com isso, mas tudo tinha um só objetivo: comprar seu barco e sair da agitada Londres, porém acabou se envolvendo demais no trabalho da boate, o dono, Fitz, nunca foi flor que se cheire, gente que ninguém se atreveria a irritar, até que uma noite, Viva, nome fictício que Genevieve usava na boate, reage a uma tentativa de estupro de um cliente muito importante nos negócios de Fitz, apesar de ser proibido as dançarinas terem contato sexual com os clientes, as vezes Fitz gosta que deixem as regras para trás quando trata-se de unir parceiro no seu grande negócio ilegal: tráfico de drogas.

Após o ataque, e também ser despedida do seu trabalho diurno, Genevieve decide que chegou a hora de comprar seu barco, no mesmo dia, Dylan, um companheiro de boate, lhe faz uma proposta, lhe da o dinheiro que falta para comprar o barco e ela guarda um pacote misterioso com ela que daqui alguns meses ele iria buscar, ela aceitou e então ele sumiu. Porém na festa de inauguração, Genevieve convida alguns amigos de Londres, incluindo Caddy, uma das poucas dançarinas que foi amiga dento do Barclay, acontece que ela não apareceu, horas depois de todos terem ido embora, algo batia no seu barco e fazia um barulho muito desconfortável, ao conferir, era um corpo, morto, era o corpo de Caddy, a partir daí as coisas ficam bastante perigosas na sua vida.

Eu gostei muito da leitura, me prendeu do início ao fim tendo um ótimo climáx, como expliquei aqui está em ordem cronológica, o que não acontece exatamente no livro, que tem início na inauguração do barco e na morte de Caddy, o livro se passa no presente e no passado, contando de toda a investigação da morte da dançarina e de todo o passado de Genevieve, assim aos poucos, o passado começa a dar formas aos acontecimentos do presente. A única coisa que não gostei na leitura é que a troca de parágrafo para falar de tempos diferentes era muito pequena e para quem lê rápido acaba emendando tudo e fica meio confuso e precisa retomar o parágrafo, o que no caso não seria um erro da autora e sim da editora, não que seja de fato um erro, mas um espaçamento melhor traria mais conforto na leitura, fora isso, eu amei o livro, superou todas as expectativas que eu tinha, já que as resenhas que li não foram tão positivas, então ele me surpreendeu, eu não posso comparar com “No Escuro” porque eu não li, talvez quem tenha sido mais crítico  nas resenhas esperava que se aproximasse ao nível de suspense do primeiro da autora, então pode ter achado ele mais leve, mas no meu ponto de vista, essa leitura vale muito a pena, principalmente se você ter a mesma sorte que eu e achar ele por 5 reais no estante da Intrínseca!

Espero que gostem, beijos <3.