Entrevistas · Parceiros

Crônicas de Markus: Impressões

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Oi gente, como vão vocês?

Ano passado resenhei aqui o livro Crônicas de Markus do nosso parceiro Marcio Zanini, quando li a primeira vez foi a versão em pdf, eu ainda não tinha um kindle e acabei lendo todo o livro pelo meu notebook, mesmo com a luz cansativa da tela, foi uma leitura muito proveitosa, mas esse ano o Marcio publicou seu livro pela editora Xeque-Matte e me enviou um exemplar, no qual eu tive o prazer de reler essa obra e novamente trazer um pouco da minha experiência com a versão física.

Começando pela estética do livro, achei muito bonita, a capa ficou muito bem feita e os detalhes no início dos capítulos deram um charme essencial, dando vida em toda pegada clássica que ele tem.

Não poderia deixar de falar do maior orgulho que deu em ver meu nome nos agradecimentos, as vezes a gente acha que  blog não vale a pena, ai vê isso, é saber que estou no caminho certo, imensamente feliz em fazer parte dessa conquista.

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As folhas amareladas e o tamanho da fonte nos proporcionam uma leitura muito fluída, além da história em si ser fluída, com o livro físico, senti que as informações  foram bem mais absorvidas por mim, senti mais detalhes, o que deu aquela impressão de primeira vez novamente. Não tenho o hábito de reler livros, esse foi o primeiro e eu fiquei bem surpresa comigo mesma na maneira que interagi com ele pela segunda vez.

O livro ainda promete uma sequência para 2018 onde encerrará a duologia.

Fiz uma pequena entrevista com o autor para compartilhar um pouquinho mais do trabalho dele e seus novos projetos, confira:

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1. O que podemos esperar da sequência de crônicas de Markus?

Podemos esperar a conclusão dessa etapa da vida de Markus que será mais maduro e confortável com a sua situação. Garanto que terá fortes emoções e as pessoas nem imaginam o que irá acontecer.
2. Como tem sido a experiência de trabalhar com editora?

Tem sido maravilhosa para mim. Muito melhor do que trabalhar por conta própria.
3. Você acha que o contato com editora te abriu mais oportunidades?

Sem dúvidas. Uma editora me da mais visualização. Conheço mais pessoas do meio e uma coisa puxa a outra.
4. Tem mais projetos em vista além da sequência de crônicas?

Até o final de 2018, serão três projetos e não mais do que isso. Será o Crônicas 2,  o Vítimas da Obscuridade pela Aldeia dos Livros e um projeto ainda em segredo pela editora Hope.

Gostou? Você pode adquirir o livro clicando no ícone aqui do lado no nosso layout que te encaminha direto para o site de compra!

Espero que tenham gostado ❤

Entrevistas · Parceiros

Entrevista: Andreia Evaristo

Olá, como vão vocês?
Hoje é dia do escritor e trouxe para vocês uma entrevista com a nossa parceira Andreia Evaristo, no qual resenhei dois livros por aqui, Chiclete pra guardar pra depois e Allegra – Antes do play.

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Foto: Feira do livro de Joinville

Andreia Evaristo é professora de português, inglês e literatura. Formada em Letras pela Univille. Pós-graduada em linguagens, dona do blog Qualquer Sentido, também escreve crônicas de sábado do jornal A Notícia, da cidade de Joinville (SC), escreve poemas, contos e tem-se dedicado à escrita de romances. Coordena um grupo de escrita criativa Joinville, com o objetivo de incentivar a produção de literatura de qualidade.

1. (Raissa) Em Chiclete pra guardar pra depois, tem alguma crônica ou algumas que tenham acontecido com você ou com algum conhecido?

(Andreia) A maioria das minhas crônicas parte de cenas vividas por mim. Afinal, crônica tem essa ligação profunda com quem o escritor é de verdade, com o que ele acredita, com o que ele pensa/vivencia. Ou seja, nenhum texto ali é 100% ficcional. Claro, a gente desenha uns detalhes para adequar a realidade ao que quer transmitir, mas todos os textos são “acontecidos” comigo ou com quem convive comigo.

2. (Raissa) Desde quantos anos você escreve? Que colocou em mente que era isso que queria para tua vida?

(Andreia) Escrevo desde que aprendi (hahahah). As letras sempre me fascinaram. Aprender a ler e a escrever foi como descobrir um mundo novo, cheio de magia. Mesmo não tendo pai e mãe leitores, a literatura sempre foi muito presente na minha vida. Trocava brinquedos por livros, muitas vezes. Aos onze anos, venci um concurso de escrita na minha escola – com os dois livros mais lidos e votados pelos alunos. Foi meu primeiro mérito literário. Minha adolescência foi permeada por diários e mais diários escritos (hoje devidamente queimados) e agendas com citações de escritores famosos, além de poemas que eu já me metia a fazer. Mas acho que foi na faculdade que eu decidi que poderia levar a coisa mais a sério. Enviei alguns poemas e contos para concursos; cheguei a ser contemplada em alguns deles, mas não cheguei a publicar nada. Depois de formada, criei meu primeiro blog (em 2004). Lá, colocava as mãos nas minhas primeiras crônicas. Migrei para um blog de moda, mas continuei a colocar um ou outro texto literário em meio às postagens. Em 2015, mandei meu primeiro romance young adult para um concurso e tirei 4º lugar. Nessa mesma época, Jura Arruda, meu primeiro editor, enviou algumas das minhas crônicas para o jornal da cidade. Acho que foi ali, em 2015, que eu percebi que não tinha mais volta.

3. (Raissa) Quanto de Andreia tem em Allegra?

(Andreia) Na personagem ou no livro? A personagem tem algumas semelhanças comigo. Como ela, eu também tenho a pele bem branca, tenho um estilo diferente das outras pessoas (não sou pin-up, mas chamo a atenção com meus cabelos coloridos) e conheci meu Senhor Admirador Secreto pela internet. Também sou gorda e não acredito que as pessoas valham mais ou menos pelo que aparentam – e também acredito que ninguém precise se enquadrar em qualquer padrão para ser feliz. Podemos ser tudo o que quisermos – e ninguém tem nada a ver com isso.

4. (Raissa) As característica de Allegra, tanto a aparência quanto a história em si, fogem dos padrões literários que estamos acostumados (e exaustos) de ler. O que te motivou a criar Allegra?

(Andreia) Quando eu lancei o Chiclete por um edital de apoio à cultura, eu elaborei uma palestra para estudantes, como contrapartida social, com o tema “a mídia e o corpo feminino”. Verifiquei na prática o quanto os adolescentes, em especial as garotas, sofrem com padrões impostos que, muitas vezes, são inatingíveis. Acho que isso me motivou, até certo ponto, a começar Allegra. Outra coisa que eu queria era escrever mais uma releitura de outro conto de fadas (Em pele de cordeiro também tem referências a um conto de fadas, no caso, Chapeuzinho Vermelho). Achei que Cinderela combinava bem com o que eu pretendia com Allegra.

5. (Raissa) Podemos considerar Allegra como um grito contra os padrões?

(Andreia) Mais que um grito contra os padrões, Allegra é um chamado à autenticidade, à liberdade. Que sejamos livres para ser quem nós quisermos e que possamos compreender que, para sermos felizes, não precisamos ser perfeitos.

6. (Raissa) Em algumas partes, notei que Allegra acaba comendo quando está triste, ou seja desconta todo o emocional na comida, podemos dizer que ela sofre de algum distúrbio alimentar causado por traumas ou é um comportamento moderado dela?

(Andreia) Não chega a ser um distúrbio alimentar, mas é uma válvula de escape – como muitas pessoas gordas. Muita gente desconta na comida suas frustrações, como muita gente desconta na bebida alcoólica, na atividade física, na literatura… O ser humano sempre busca conforto no que lhe parece mais cômodo. No caso de Allegra, é a comida.

7. (Raissa) Os capítulos dos livros levam nomes de trechos de músicas do Elvis Presley. Essa escolha foi exclusiva para construir a personagem ou você é fã e quis colocar um pouco disso nos livros?

(Andreia) Eu sou fã de música boa, independente de quando ela foi produzida. Claro que Elvis faz parte do meu repertório, mas não sou tão fã quanto Allegra. Eu aproveitei o que eu conhecia do cantor e associei com o fato de Allegra ter esse estilo rockabilly – e achei que o casamento foi perfeito.

8. (Raissa)  Você é professora de Língua portuguesa/inglesa, né? Seus alunos também são seus leitores? Como é esse contato tão próximo com o leitor?

(Andreia) Sim, meus alunos são meus leitores – tanto os alunos atuais quanto os que já passaram pelas minhas aulas e se foram (já são mais de 20 anos em sala de aula, visto que comecei aos 15 num jardim de infância). Eu adoro esse contato mais próximo. Acho o máximo quando um aluno se identifica com algum personagem, se emociona com algum trecho. E quando estou produzindo livros novos, costumo fazer enquetes para saber como cada um lida/lidou com determinadas situações – mas essas enquetes eu costumo fazer pelas redes sociais. Isso me ajuda muito a criar situações verossímeis e com sentimentos bem autênticos. Aliás, o que seria de um escritor sem o contato com o leitor?

Foi isso gente, espero que tenham gostado!

Lembrando que Allegra Antes do play está na pré venda e você pode adquirir AQUI.

Entrevistas

Entrevista: Marcio Zanini

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Oi gente! Marcio Zanini é autor do livro Vítimas da Obscuridade e  Crônicas de Markus, eu resenhei os dois livros aqui no blog e hoje trouxe uma entrevista para vocês conhecerem mais o trabalho dele.

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(LDB) Marcio, como vem sendo pra você o cenário da literatura nacional? Quais são suas maiores dificuldades? Qual a dica que você poderia passar para quem está começando a escrever?

(MZ) É um cenário difícil e com uma competição contra as grandes editoras e seus autores estrangeiros desleal. Acrescenta-se a isso a crise que o país passa e tem momentos que tudo parece sufocante. Os preços são incrivelmente altos para o autor independente ou para os que trabalham com editoras prestadoras de serviço devido à baixa tiragem. Preços e valores são a principal dificuldade. Embora existam outras também importantes. Minha dica é: não abandone seu trabalho ou sua fonte de renda para ser escritor o dia todo. Seja escritor no seu tempo. Ser escritor não é ter que lançar 10 livros por ano. Leia, releia, deixe de lado, depois releia de novo. Escrever um bom livro demora, leva tempo e dedicação. Não se apresse, a pressa é inimiga da perfeição e você será cobrado pelos seus erros depois. Tenha em mente que se tornar um escritor lido é um projeto de longo prazo. Não entre nessa profissão buscando lucro rápido. Para quem está começando a escrever, leia muito. Leia mais do que assiste séries ou filmes. Você só vai aprender a escrever bem, vendo a maneira de escrever de outros autores. Filme não vai te ensinar a prender a atenção do leitor com palavras.

(LDB) Nos seus dois livros, vítimas da obscuridade e Cronicas de Markus trazem a homossexualidade e ambos os personagens relatam homofobia e perseguição, você trouxe esses temas com o intuito de representatividade? Pretende se aprofundar mais em personagens lgbt?

(MZ) Nunca foi pensado pra ser algo de levantar uma bandeira ou lutar por uma causa. Eu queria ter um personagem gay do tipo sem afetação que só serve pra fazer os outros rirem. Homossexuais não devem ter o rótulo de palhacinho da turma, de serem os esquisitos zoados. Foi minha intenção proposital fazer algo contrário. Também não estava nos meus planos lançar dois livros. Eles foram escritos em épocas diferentes e iria por fim lançar um só. Acabei colocando personagens homossexuais nos dois livros porque independente de qual lança-se teria aquilo que queria. Mas com a praticidade da internet acabei lançando os dois. Relato homofobia e perseguição porque é uma realidade, é assim hoje e antigamente era pior ainda.

(LDB) No primeiro livro, você pensou em criar um romance entre Michael e Hunt? Confesso que criei uma expectativa hahaha

(MZ) Não. Na verdade tive um relance de pensar nisso, mas foi tão relance que nem lembrava até você me fazer essa pergunta rs. Nunca tive intenção de fazer um livro com uma temática gay. Somente ter um personagem. Hunt no final das contas acabou sendo muito prazeroso escrevê-lo. Parecia que ele estava ditando tudo por cima do meu ombro. Ele era palpável pra mim. Gostei tanto dele que pensei em criar um livro só com ele. Talvez faça isso ainda. É um personagem que decidiu não morrer na minha mente.

(LDB) Quando e por quê você começou a escrever?

(MZ) Eu já escrevia desde sempre (rs). Como também desenho, desde os 12 anos estava sempre criando e escrevendo Histórias em Quadrinhos e livros somente para mim que alguns amigos liam. Trabalhei com esse mercado de HQ muito tempo. Mas sempre foi difícil achar desenhista que topasse entrar e concluir um projeto. Vítimas da Obscuridade era para ser uma História em Quadrinhos, como não aconteceu resolvi transformá-la em livro. Foi quando percebi que realmente tinha maturidade e vivência pra entender as relações humanas em sua profundidade a ponto de escrever um livro todo. Nesse momento decidi não só que era isso que queria fazer como também decidi que jamais pararia de escrever livros.

(LDB) Você é um megafã de vampiros, qual foi seu primeiro contato com esses personagens?

(MZ) Eu conheci os vampiros pelo filme A hora do Espanto, o original, logo depois comecei a jogar Vampiro A Máscara, um jogo de rpg de mesa. Mas foi quando estreou o filme Entrevista com o Vampiro no cinema que minha mente explodiu. A partir daí fui fisgado de vez.  Fui assistir toda semana até que saiu de cartaz. Assisto até hoje. A história me fascinou tanto que acordava pensando em vampiro e ia dormir pensando. Até hoje é assim, consumo tudo que é de vampiro. Escrever sobre vampiro faz parte da minha essência como escritor.

(LDB) Em quais autores você se inspirou para escrever tanto Vítimas da Obscuridade quanto As crônicas de Markus?

(MZ) Todos nós somos influenciados por alguém o tempo todo em nossa vida. Faz parte da maneira como aprendemos. Vítimas sempre teve um tom mais Stephen King. Gosto da maneira como ele cria toda uma ambientação e prepara o leitor antes. Crônicas é Anne Rice. Drácula também é uma inspiração, embora ele tenha sido o primeiro a romantizar o mito do vampiro, ainda se vê muita coisa bestial no seu livro. Anne Rice tornou eles muito mais humanos, cruéis e lamuriosos ao mesmo tempo. Sempre será uma influência.

(LDB) Você tem ideias para próximas obras? Já pensou em várias de gênero literário?

(MZ) Eu tenho muitas ideias. O tempo todo, mas é impossível eu publicar tudo que penso, então acabo filtrando e deletando muita coisa pra focar em um livro só por vez pra não correr o risco de começar um monte de coisa e não concluir nada. Crônicas de Markus é meu carro chefe. Eu tenho esse lado obscuro que sempre quer colocar sangue espirrando nas páginas. Os temas adultos e inconvenientes me chamam sempre a atenção. Fora esse universo dark tenho vontade de escrever um romance daqueles de suspirar coração. Mas é impossível pra mim mesmo prever o que virá a seguir, tudo depende da ideia que surgir e de como ela grudar na minha mente. A verdade é que meu próximo livro pode ser qualquer coisa. (rs)

(LDB) Em algum momento você acha que Markus repensou sobre sua própria sexualidade?

(MZ) Em alguns momentos. No segundo livro isso fica mais evidente e se explica melhor. Quis fazer vampiros que são ativos sexualmente, não é sem sentido. Todos sabemos graças a ciência que o sangue é bombardeado por reações químicas durante o sexo, tornando para um vampiro um alimento muito mais saudável do que o medo. Pela falta de experiência, Markus chegou a estranhar seus desejos por esse motivo, mas ele não é nem nunca será homossexual, mas como bom predador aprenderá usar isso a seu favor se preciso, embora ele sempre vá tentar evitar.

(LDB) Quais são seus planos para Crônicas de Markus?

(MZ) Ótima pergunta porque na verdade é incerto até pra mim. Acabo deixando uma parte dessa decisão nas mãos dos leitores. Enquanto eles quiserem e me pedirem um novo livro eu vou continuar escrevendo. Quantas edições vai chegar eu ainda não sei. No 1° livro Markus é completamente inexperiente e mete os pés pelas mãos o tempo todo, ele tem muito o que aprender e muitas pessoas pra conhecer. Markus acabou sendo tão real pra mim que é quase um amigo. Tenho muita coisa pra ensiná-lo e encaminhá-lo, há muitos sentimentos conhecido e desconhecido nele que precisamos trabalhar (rs). Ele é muito complexo assim como eu, você e todos nós, não vejo um fim próximo, pelo contrário, ele terá muita vida pela frente.

Espero que gostem e fiquem de olho porque vamos sortear um exemplar de vítimas da obscuridade!

Entrevistas

Entrevista: Rô Mierling

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Oi gente, tudo bem? Hoje trago para vocês um pouco sobre a escritora e antologista Rô Mierling.

Pseudônimo de Rosana Erbe de Freitas, gaúcha, escritora e antologista. Autora de “Contos e Crônicas do Absurdo”, “Íntimo e Pessoal”, “Quando as Luzes se Apagam”, “Diário de uma Escrava” e muitos outros. Coordenadora em mais de 25 antologias, atua na divulgação e incentivo de leitura e escrita junto a diversos projetos como PEGAÍ e Arca Literária. Autora contratada da editora DarkSide Books, está finalizando seu sexto livro. Atualmente mora em Buenos Aires onde divulga a literatura brasileira.

Esse mês, especificamente dia 31 de outubro Rô estará lançando seu livro Diário de uma Escrava que teve mais de um milhão e meio de leituras no Wattpad, mais de um ano em primeiro lugar no gênero suspense e único livro de suspense e terro a alcançar essa marca de leituras no Wattpad.

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Sinopse:

Uma menina, um homem e muitas vidas afetadas pela psicopatia. Um livro tenso, cruel e verdadeiro. Desaconselhável para pessoas frágeis. Uma história baseada em fatos reais. Um drama verdadeiro que pode estar acontecendo nesse exato momento em muitos lugares do mundo, inclusive na casa ao lado da sua. Uma menina, um buraco, um senhor, uma escrava e uma vida inteira destruída pela psicopatia de um homem. Esse livro está registrado na Biblioteca Nacional e é protegido pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Confira a entrevista com a autora:

(Leituras de Brain): Você escreve terror psicológico e suspense realista, o que mais lhe atraiu nesse gênero? Já pensou em mudar para algum gênero completamente diferente alguma vez ou sempre foi muito bem decidida em suas escolhas?
(Rô Mierling):Gosto do terror realista porque mostra que o mal esta mais perto de nós do que imaginamos, então escrevo como um alerta, não pretendo mudar, gosto do estilo.
(Leituras de Brain): Rô, como tem sido pra você o mercado literário nacional? Sabemos que este muitas  vezes é ignorado enquanto as pessoas vangloriam best-sellers norte americanos, como foi pra você conquistar esse espaço?
(Rô Mierling): Difícil, complicado e afunilado, quando um autor nacional consegue espaço, muitas vezes, ele tem indicação, mas ainda existem oportunidades para os novos talentos.
(Leituras de Brain): Ultimamente as pautas femininas têm sido bastante comentadas, assim como movimentos sociais a favor da mulher vem ganhando cada vez mais destaque, você acha que Diários de uma escrava pode ser considerado um livro que possa ajudar mulheres a saírem de situações de abuso?
(Rô Mierling): Acho que pode ajudar. Diário de uma escrava mostra o pior que pode acontecer quando não cuidamos de nossas meninas. É UMA ALERTA.
(Leituras de Brain): Como foi para você escrever Diários de uma escrava? Sendo um tema forte baseado em fatos reais, como foi para você lidar com os relatos?
(Rô Mierling): Amei cada segundo, pois sabia que enquanto escrevia estava expondo uma situação que muitas vezes é encoberta. Gosto da literatura de alerta.
Rô possui várias outras obras, sendo algumas delas:
Quando as luzes se apagam
novembro/2014
editora Incógnita – Portugal
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Sinopse:
O que mora na escuridão da sua alma? E nos cantos escuros de uma noite sem lua? Você tem medo do escuro? Tem algo a esconder? Você tem desejos sombrios?
Lux Fero não tem medo do escuro e ele pode realizar todos os seus desejos. Alto, moreno, olhos negros e brilhantes. Um sorriso sedutor e palavras que encantam. Onde ele passa, ninguém jamais o esquece.
Ana tinha medo do escuro e quando conheceu Lux, sua vida nunca mais foi a mesma.  Samara, pequena e inocente, ouviu a voz de Lux e conheceu o outro lado da noite. Alice, feliz e realizada, mas quando Lux entrou em seu caminho, seu destino foi selado. Mas Ester era sua preferida e era ela seu grande desafio. Ele queria possuí-la, por inteiro e para sempre. Outras vidas, muitas histórias e um elo comum: a presença de Lux Fero. Ele gosta de brincar, gosta de desafios, e se você não for forte para resistir, ele vai dominar você.
Várias vidas, muitos segredos e uma escuridão intensa que nos atraí, mas também nos mostra o pior de cada um de nós.
Silêncio! Escute! Surpreenda-se! Esse livro e seus personagens irão mostrar muito mais do que queremos ver ou saber.
Isso não é normal! Contos e crônicas do Absurdo.
Dezembro/2014
Editora Multifoco.
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Sinopse:
A obra analisa personagens reais em eventos do cotidiano, descritas em uma ótica crítica, dramática e até irônica, destacando o absurdo de amores, mortes, traições. São 23 contos baseados em fatos reais e 13 crônicas analisando situações do cotidiano social brasileiro. Uma menina que desaparece, uma mulher fatal e cinco homens, uma adolescente sequestrada por não saber ler, um assalto noturno que deixa marcas, o drama do Facebook, a filosofia do beijinho, a tatuagem e seus estigmas, o amor e o racismo, o poder da leitura, o estupro mental e a procura incansável de um deus inexistente, casos insólitos e reais. Esses e muitos outros assuntos são o foco dos contos e crônicas desse livro dinâmico, ágil, divertido e reflexivo. Livro de leitura rápida e fácil para leitores e até “não leitores”.
Íntimo e Pessoal
Julho/2014
Clube do Autores.
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 Sinopse:
 Um livro que sonda os mais profundos segredos do coração de uma mulher. Uma mulher que amou mais do que a vida e um homem que deixou seu desejo ultrapassar sua razão. Segredos íntimos, sentimentos profundos de amor, tesão, saudade, revolta e solidão. Histórias, declarações de amor, pedaços de saudade. O que se passa dentro do seu coração? Quem é você quando ninguém está olhando?
Fique de olho nos lançamentos na página do facebook da autora.
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Entrevista: Danka Maia, autora de A Casa dos Destinos

Olá pessoas, como vão vocês? um dos primeiros posts do blog foi uma resenha do  livro A casa dos destinos da Autora Danka Maia, aproveitando que ontem foi o dia do escritor, temos aqui uma entrevista para vocês com a Danka, que fizemos logo que lemos o livro! Ela é uma autora maravilhosa e talentosíssima, nessa entrevista vocês irão entrar um pouquinho nos bastidores de A Casa dos Destinos.

(Leituras de Brain) Por que começou a escrever?

(Danka Maia) Eu comecei escrever antes de saber de fato escrever. Explico. Quando tinha uns três ou quatro anos de idade, meu pai só ficava em casa aos domingos, pois trabalhava muito e aquele com tempo para mim era muito precioso, mas meu pai adorava ler, entre livros, jornais haviam os gibis, um a paixão dele.Então tínhamos um trato, ele costumava a me dar os gibis que ele cansara de ler (risos), porém eu ficava intrigada porque aqueles livros, gibis chamavam tanto a atenção dele. Um dia eu quis um gibi que pelas regras ainda não poderia ser meu. Fiz birra, choro, coisas de criança, e ele me deu um conselho. Disse para que  “lesse” o gibi, gravasse a história e montasse minha própria história em  minha cabeça diante daquelas gravuras, assim teria uma história só minha.Pronto! Não parei mais! Lembro-me de ficar pela casa atrás de minha mãe contando minhas histórias diante dos gibis que tinha. Sabia todas de cor. Então, foi ali que de fato eu comecei. Com o tempo, eu cresci, aprendi a ler e escrever, vieram as redações, as leituras, os poemas sofridos da adolescência, (mais risos), foram fases gostosas  da minha vida.Até que chegou a hora de sentar e escrever um livro de verdade.

(Leituras de Brain) De onde veio a ideia para A Casa Dos Destinos?

(Danka Maia) Não houve uma ideia exata para a elaboração da Casa dos Destinos. Eu queria elaborar uma trama onde se passava num sanatório, que  tivesse suas reflexões e coubesse dentro do suspense. Eu ainda  crio minhas histórias como os gibis. Eu desenho toda trama em minha mente, depois é que sento e vou escrevendo. Eu sempre sei a primeira e a última fala. Há mutações, isso normal, mas o esqueleto da  trama sempre está montada na minha cabeça.Foi a herança dos gibis…(risos). Com a Casa também foi assim.

(Leituras de Brain) Você se inspirou em alguém na hora de montar as personagens?

(Danka Maia) Eu costumo dizer que trabalhei Marieva, Adrian e Jocasta como partes de mim mesma. Meu lado abusado, indisciplinado da Marieva. Meu lado mais tímido, de  uma pessoa que escuta muito, mas fala pouco de si mesma representado no Adrian. Meu lado engraçado, espontâneo que é Jocasta. Porque todos nós temos várias vertentes de si mesmo. Neles eu trabalhei  as minhas vertentes.

(Leituras de Brain) Você se inspira em algum autor na hora de escrever seus livros?

(Danka Maia) Quando estou escrevendo mistério, suspense, como foi o caso da Casa Dos Destinos, minha escola literária foi Agatha Christie e Arthur Conan Doyle sem sombras dúvidas. Meu personagem literário predileto é Sherlock Holmes. Agora nos demais seguimentos, depende muito. Às vezes sim, às vezes não. Eu penso que a inspiração acaba vinda da vida. Eu sempre fui muito resistente a palavra inspiração. Eu escrevia as ideias que estavam em minha cabeça. Era muito pragmática para escrever. Mas 2014 e 2015 foram anos que eu me reclui um pouco… Analisei muitas coisas em minha vida, no cenário literário e entendi que o que as pessoas chamavam de inspiração, é essa bagagem que carregamos ao longo da vida. Pode ser uma flor, uma cena, um dia em sua vida, uma frase que leu, uma conversa… Enfim, milhares de coisas. Então percebi que sim, eu sou inspirada por milhares de coisas. Sou muito intensa, a intensidade precisa ser quase palpável quando escrevo. Para isto você precisa ser uma pessoa muito inspirada.

(Leituras de Brain) Você coloca um pouco de sua essência em seus livros?

(Danka Maia) Sim. Sempre. Há gotas de mim em todos os meus livros. Sou uma pessoa que gosta de lidar com o profundo dos sentimentos. Meu intento sempre é pôr isto nos meus personagens. São pessoas como eu, você… Como qualquer mortal. Carregam dores, alegrias, confusão, sobriedade, enfim… Tudo que um ser humano traz. Então você vai se deparar com algo de mim em meus livros.Especialmente os últimos que escrevi. Que são “Blanka- O Destino A Marcou Pelo Sangue”, que acabou de sair do Wattpad e vai para o Amazon em junho. “Os Avisados”, que logo será lançado e “Quando  O Segundo Sol Chegar” que começou dia 05 de maio e está  indo muito bem.Estou mais madura, sinto isso quando escrevo. Aprendendo sempre!

(Leituras de Brain) De todos os personagens que estiveram na Casa dos Destinos, qual deles é o seu preferido?

(Danka Maia) Ai meu Deus! (risos). Como citei todos os três são partes de mim, mas a que prevalece é a Marieva, sem sombras de dúvida.

(Leituras de Brain) Qual a dica que você daria para quem pensa em escrever no momento?

(Danka Maia) Não desista. A sua frase sempre será esta: Não desista! Leia muito burile intensamente seu texto. Mas acima de tudo: Não desista. É um caminho muito árduo, espinhoso, só, não é fácil. Mas tenha foco e vá em frente!

(Leituras de Brain) A Casa dos Destinos é um livro bem atemporal, mesmo daqui a alguns anos ele vai passar a mesma mensagem aos leitores, qual a sua sensação ao saber que seu livro algum dia possa ser lido por seus netos ou bisnetos?

(Danka Maia) A sensação é maravilhosa! (risos de orgulho e dever cumprido)  Sua pergunta deixa muito claro para mim que você compreendeu minha escrita. Todos meus livros são atemporais. Porque elaboro algo é sempre com essa intenção. Que a mensagem não se perca com o tempo, que ela viva… Que ensine algo… Que deserte alguém. Eu digo que meu maior legado sempre serão meus livros. É uma forma de ser imortal, voou além, uma das mais belas maneiras de se tornar imortal…

(Leituras de Brain) Você usou muito simbolismo em seu livro, ele foi trabalhoso para que tudo se encaixasse e fluísse de uma forma legal na trama?

(Danka Maia) Quando você aborda um tema como o da Casa que é o coma profundo entre outras questões mais, você tem que ter muito cuidado. Estudar muito sobre o assunto. Justamente para que tudo se encaixe, uma vez que é um suspense, portanto uma obrigação em minha módica forma de ver. Tive que polir muito o texto, estudar para que a ligação ficasse o mais perto da perfeição possível. E a mensagem pudesse ser passada ao leitor como uma reflexão para vida inteira.

(Leituras de Brain) Você recentemente acabou o livro Blanka, como você acha que o público reagiu ao livro?

(Danka Maia) Nossa muito bem! Blanka fechou em 16 K de leituras  e chegou a ocupar 32º no ranking de seu gênero.E conseguir isto na plataforma com um romance que  não contenha o Hot ou o adulto, não que eu tenha nada contra o gênero, cada um na sua praia, é muito louvável. Foi gratificante demais. Eu nem acreditei no que via. O livro terminou depois meses. Considero uma grande conquista. Ler cada comentário, a participação, pessoas que varavam a madrugada devorando o livro, nossa! Sem palavras! Ainda fico muito emocionada! Louvo a Deus por isso. Agradeço a minha amiga Ana Júlia, que me convenceu a usar a plataforma. A Zilda Colares que me deu muito apoio. E claro as minhas ciganas. Sem elas não teria rolado. Leitores são nossos termômetros, nossas bússolas, eles orientam a nossa direção. São faróis em meio o oceano. Deixo aqui meu abraço e minhas beijocas de gratidão  a todos sem exceções!

(Leituras de Brain) Qual a sua expectativa para o seu novo livro?

(Danka Maia) Estou muito animada. Com o prólogo e um capítulo, em 3 dias ele já bateu 500 leituras, já estava no ranking em 120° lugar. Quando O Segundo Sol Chegar é uma história  feita com muito carinho, muita verdade, e creio que o sucesso dele foi escrito pelas mãos de Deus. Deixo aqui o link para que possam conferir: https://www.wattpad.com/250288820-quando-o-segundo-sol-chegar-pr%C3%B3logo

 

Agora eu me despeço agradecendo a você e o seu blog, assim como seus leitores, por ter aberto esse espaço lindo aqui para mim. Permitindo essa conversa, eu adorei.Muito obrigada! Deixo meu convite para meu grupo no Facebook Livros de Danka, onde nos reunimos, brincamos, há sorteios, coisas sobre a trama.Espero vê-los lá!

Deus abençoe muito todos vocês!